quarta-feira, 9 de março de 2011

Dois posts no mesmo dia... Parece as dietas que faço: nada num dia, e em dobro no outro... rsrsrsrsrs

Sério agora.

Emquanto escrevia o último post, aproveitei para pesquisar sobre compulsão alimentar, vício em comidas e similares.

E achei coisas muito legais! Como é boa a sensação de não estar sozinho.

Nos EUA existem support groups para tudo. Onde eu andava, me deparava com placas de grupos de apoio a drogados, alcoólatras, viciados em sexo, jogos, televisão, apostas... Enfim, grupo de apoio para tudo. Sei que eles existem aqui também, mas lá as pessoas realmente se envolvem.

Não vou entrar aqui nos porquês de lá ser assim. Tenho minhas opiniões sobre este assunto, e talvez até partilhe-as em outro momento. A questão é que lá os grupos de apoio fazem a sociedade enfrentar suas mazelas.

De verdade. Pessoas com o mesmo problema se unem para se ajudar na cura. Isso eu ví com meus próprios olhos, ninguém me convenceu, não.

Apesar de todo o preconceito que gira em torno do povo americano, uma coisa eu vi lá e me admirei: eles se ajudam. Claro que não são todos, é fato.

Como muitos brasileiros, chineses, russos, alemães, etc., que se unem para se apoiar uns nos outros e numa causa comum. Acho bacana isso.

Toda esta volta é para falar de um site que achei:

http://www.voiceinrecovery.com/blog/

Trata sobre pessoas com transtornos alimentares em recuperação...

Vou ler mais e depois conto o que li, mas quis divulgar, pois quem sabe alguém ai não está exatamente precisando dos conselhos de lá?

Boa leitura!

Deixar a dieta de lado = deixar o blog de lado.


Nossa, quanto tempo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Deletei o blog da minha vida. E engordei.

Coincidência? Of course not.

Deixei o blog de lado porque ele me põe na linha. E eu tenho fases completamente fora da linha. Um trem desgovernado mesmo.

Minha luta contra o peso tem sido assim desde sempre: começo com muito gás, faço TUDO direito, me policio, e sempre acredito: DESTA VEZ VAI DAR CERTO.

Mas daí as dificuldades começam a aparecer, e back to ground zero. O ponteiro da balnça que não se mexe. O cansaço extremo para acordar cedo e ir a academia. Faltar uma semana seguida na academia e depois achar que tudo está perdido. O tarjinha preta acabar e o médico não ter horário. Problemas em família. Ofner com as meninas da Pós...

Meu Deus... Tantas desculpas me fazem sair da linha.

Preciso descobrir o que me coloca back on track.

A questão é que eu me canso. Me canso do controle, do 'não posso', do sair com as pessoas e ter que pensar no que devo comer...E de me sentir inferior e elas por não conseguir fazer isso.

A verdade é essa: tenho vontade de emagrecer mas não tenho vontade de fazer o esforço que isto exige. Quero o caminho mais fácil, pois em todas as outras áreas da minha vida, não posso pegá-lo. Esta é a única área em que eu posso sair da linha SEM MAGOAR NINGUÉM.

Estou chegando a conclusões bem esclarecedoras hoje...

Tenho a tendência a ser bem controlada nas minhas ações e palavras. Cuido para não magoar ninguém, para encontrar equilíbrio e harmonia nas minhas relações, me calo para não falar besteira...

E me descontrolo para comer...É a minha válvula de escape. Como cigarro, bebida, droga, sexo, servem como fuga para muitas pessoas, para mim, é a comida.

E como eu já ouvi algumas vezes, é o vício mais barato, lícito e secreto que existe. Pois TODO MUNDO COME. Vc passa despercebido. Não é uma exceção, como é quem usa drogas ou bebe muito.

Todo mundo come e pode comprar comida a qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer idade. Vc não precisa subir uma favela ou ter mais de 18 anos para comprá-la. Está ali. Ao alcance das mãos.

O que torna tudo mais difícil para mim, pois sou do tipo careta, certinha mesmo: não faço o que é proibido.

Quando EU tenho que ter controle e refrear meus impulsos é que entra o problema.

Sou uma pessoa medrosa: jamais subirira o morro para comprar um baseado.

Jamais encheria a cara e depois sairia por ai dirigindo.

Mas o que tem de errado em comer??? Teoricamente, nada! Ao contrário: ninguém precisa fazer escondido. Ninguém vai preso por comer demais. Ninguém vira traficante se vende ou fornece comida pros outros.

Ao contrário: você alimenta quem ama. Você faz bolo pros seus filhos. Chama seus amigos para almoçar. Sai para jantar com o marido...

Não há nada de errado nisso tudo!!!

Mas no meu caso, comer é vício. Comer me deixa feliz!

E quantas pessoas estão dispostas a abrir mão do que as fazem felizes?? Hãn?

Não é nada fácil. E pessoas que não tem um relacionamento conflitante com a comida não fazem ideia do quanto é difícil abrir mão de algo que se gosta muito!

Não é só apenas uma questão de fazer regime e perder peso.

É mudar sua cabeça. Sua personalidade. É lutar contra algo que está ao seu alcance todos os dias. TODA HORA. EM TUDO O QUE SE FAZ!

Aprender a comer para mim é algo surreal. As vezes tenho minhas dúvidas se vou conseguir mesmo. O problema não é começar. É o continuar. É o acreditar que posso. É o vencer o meu próprio preconceito.

É o reconhecer que esta é a minha principal falha e meu principal defeito: NÃO CONSEGUIR COMER DIREITO!

Quem me conhece sabe o quanto consegui mudar a minha vida. O quanto consertei o que estava errado. O quão melhor me tornei com o passar dos anos. Quanto amadureci, construí, o quão longe cheguei. Consegui mudar em quase tudo, menos no problema que está lá bem fundo, enraigado no que eu sou: comer.

Não sei mais a quem recorrer: endocrino, já vou. Nutricionista, também. Psicólogo, talvez?

Não sei como definir esta força que me impede de continuar no caminho certo, de ir até o fim...

Mas já percebi um grande progresso: não fugi do médico como sempre fiz. Marquei outra consulta e vou jogar bem limpo com ele. Sem medo do julgamento. Sim, o medo do julgamento: acho que todo gordinho passa por isso: pula de médico em médico com medo da bronca, do mostrar pra ele que fracassamos. Que "não, doutor, não fiz o que o senhor mandou".

Desta vez não vou fugir. Vou voltar nele amanhã. E quem sabe falar sobre tudo o que escrevi aqui.

Quem sabe eu devesse imprimir este post?

Será que outras pessoas por ai passam pela mesma situação??

Queria ouvir delas!

Amanhã tenho consulta. Depois conto como foi.

Beijosss e ótimo restinho de semana!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PILATES (TORTURATES) parte 2

Ha ha ha, eu sou mesmo uma piada às vezes.

Falei que Pilates não ia rolar, mas ontem...Resolvi tentar mais uma vez.

Já fizeram uma aula? Não? Vou dizer como desenrolou a minha:

Após checar o horário e a sala, me dirigi até o estúdio (como eles gostam de chamar). Quando entrei, ví que todas as pessoas estavam com um colchonete, uma bola imensa, sem sapatos, sentados no colchonete, com as pernas cruzadas. Será que a aula começa assim? Na dúvida, fiz a mesma coisa, tentando parecer o mais natural possível. Tudo perfeito, se não tivesse me desequilibrado para tirar o tênis.

Alguém já viu isso? Quem me conhece sabe que eu tenho dois pés esquerdos, não é possível!

Numa aula de Pilates, equilíbrio é fundamental. E digamos que quase cair ao tirar o tênis não foi meu melhor momento...

Mas refeita do quase tombo, fiz de conta que aquilo era normal, e sentei. E a aula começou. De leve. Alongando. Tudo bem aí também.

Então, a professora manda pegar a bola. Pronto, já me deu um frio na barriga. Que diabos vamos fazer com esta coisa?? Ai meu pai, que não seja algo muito esdrúxulo, por favor...

Após uma sessão de uma série chamada CEM, que consta em ficar deitado, com os ombros fora do chão e balançando os braços na lateral do corpo bem rápido, pegamos a tal bola. Tenho medo dela. Mas vamos ver no que vai dar.

E começa uma série de exercícios do tipo: segura a boa entre as pernas e levanta a não sei quantos graus, agora abaixa. Passa a bola para trás. Agora segura a bola com as mãos e flexiona não sei o que.

Até aqui, tudo bem. Muito bem. E eu sempre me preparando para o pior. "Não vai ser só isso, não é possível".

Mas enfim, somos orientados a deixar a bola no suporte (sim, sempre pegue o suporte, se não quiser correr atrás daquele mamute em forma de bola pela sala toda). E eu pensei: beleza! Me saí bem.

Ai veio o anúncio:

"Deitados no colchonete, mãos apoiadas ao lado do corpo, elevem as pernas para trás, e encostem os pés atrás da cabeça."

HÃN???

Fala sério?? Alguém normal faz isso mesmo??

Faz. Pior que faz.

Todo mundo faz o movimento como se fosse a coisa mais natural do mundo. E eu queria rir de mim mesma. Imagina uma gordinha como eu tentando fazer isso? Nã nã nã nã. Sai na hora exata para beber água e checar se estava tudo bem com a filha na sala do Kids. Voltei apenas após me certificar que já estávamos em outro.

Mais uma série de coisinhas tranquilas, prática de equilíbrio, e tal, e eu feliz porque escapei de fazer um papelão.

Enfim, quando achava que era o fim, veio a ordem: "Peguem novamente a bola...".

ai ai ai...

Sério?

Sim. Sério. E ai, o mais temido dos movimentos:

"Deitem com a barriga em cima da bola, apoiem as mãos no chão, e levem o corpo para frente, até a bola chegar na ponta do pé. Depois, façam movimentos de flexão, sentindo a respiração..." Deve ter tido mais instruções, mas eu estava tão concentrada em como ia fugir dalí que não deu para prestar atenção.

Sem que eu me desse conta, num minuto a professora estava ao meu lado. Tive que fazer, não tinha como fugir na cara dela.

E até que saiu. Não tão lindo e impecável como o dela, mas saiu. Quase tive um enfarto mas me sai bem. Razoavelmente. Ao menos o suficiente para não me fazer passar vergonha.

É. Acho que vou dar mais uma chance para este tal Pilates. Gosto de desafios, e de vencer etapas.

Só uma perguntinha: vocês que são gordinhos já tentaram abraçar as duas pernas juntas, dobradas sobre o peito? Alguém conseguiu? Se sim, me diz como, please?

Até!
Hoje estava vasculhando sites para gordinhos, e me deparei com um muito legal:

http://mulherao.wordpress.com

Não tive tempo de ler muita coisa, mas gostei do que vi. Muitas dicas de como ficar mais bonita, mais charmosa, mais feliz com você mesma...

Uma coisa que é difícil pra mim é comprar roupas. Não porque me meto a experimentar em lojas onde sei que o G está mais para P no mundo real... Mas porque em muitas lojas com tamanhos plus size, me sinto abrindo o guarda roupa de uma mamma.

Não aguento quando vejo camisas estampadas enormes, ou blusas de linha com listras. E só. Nada contra. Mas peraí, eu tenho 28 anos!!! E escolho cuidadosamente o que uso (na maioria das vezes).

Tenho dificuldade em encontrar lojas com roupas legais, modernas, mas que também ajudem a disfarçar o que não quero mostrar, e a valorizar o que tenho de melhor...

E neste site achei umas dicas legais, apesar de achar os preços nestas lojas um pouco salgados... Será que não existe uma loja assim: com roupas lindas, clássicas, modernas, e com preços acessíveis? Preciso buscar por ai.

Mas de verdade, o que faz uma mulher bonita não são seus números (a idade, o tamanho das roupas, do sapatp eu até da conta bancária), mas sim a ATITUDE que tem perante a vida!!!

E a minha é: eu amo o que tenho, amo ser como sou! Claro que estou tentando perder peso, mas isso não me define! Como já disse antes, já fui muito magra e MUITO INFELIZ. Hoje, gordinha ou não, sou realizada! E isso é muito sexy!

beijos

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Fim de férias e o comentário mais irritante que alguém pode fazer....

Ahhh, fim de férias... Você adora tanto quanto eu?

Ainda mais quando se sabe que o ano pela frente será looongo... Preciso aproveitar meus útlimos minutos de sanidade mental para fazer algumas coisas, antes que seja tarde demais...

1) Levar a little one para cortar o cabelo, enquanto eu ainda terei tempo para sentar e esperar ela se decidir para que lado quer olhar antes que o gentil cabeleireiro comece a fazer seu trabalho... Caso contrário, se for num dia de pico, chances are que ela vai sair de lá parecendo o Sonic. Ou o Vin Diesel. Ou o Xororó. Melhor não. Melhor fazer isso já, hoje, agora se der.

2) Mandar lavar meu carro. Que era cinza. Era. Agora já não sei mais que cor que é. E se continuar assim, vai se desintegrar.

3) Escrever no blog. Vocês vão ter que ler, muito provavelmente, uns 23834595 posts de uma vez para tentar compensar o tmepo que ficarei out... Ou não. Talvez eu dê um jeito.

4) Arrumar os armários. Sério. Urgente. Se eu não quiser me atrasar todas as manhãs procurando sapato, brinco, aquela blusa que eu quero por mas não sei onde está. (Não, eu não sou uma bagunça total. Minha casa é arrumada. O armário é que não é...Ninguém vê mesmo...)

Ai, tantas coisas a fazer... Dear Lord. Já me cansei...

Mas a mais importante é a menos provável é: FAZER UMA LIPO NA BARRIGA. Já. Hoje, será que dá? Percebi que está pior do que eu pensava.

Cena:

5 para as oito da manhã, passo na padaria para comprar água. E iogurte. Estou na fila, pensando no vento, quando de repente: "Moça, pode passar na frente". E eu: "Por quê?". "A fila tá meio grande". E eu "E daí?". Até então não tinha entendido, achei que o cara era mesmo educado demais e dava passagens para damas por ai. Já estava voltando a acreditar na humanidade, quando de repente o Shrek lança: "Grávida tem preferência!". O QUEEEEEEEE???

Em um milésimo de segundo, passei na frente dele. Chegando no caixa, a menina, que me conhece há um tempo, perguntou: "Você está grávida mesmo?". E eu "Não, mas é o mínimo que eu merecia depois de ouvir um elogio tão cedo. Devia fazer ele pagar minha conta...". A moças riu e eu saí de lá meio puta. Mas feliz porque passei na frente do sucker que não consegue manter a boca de boeiro fechada!

Só um aviso: A não ser que você veja uma barriga do tamanho de uma melancia, nariz inchado, pernas mais ainda, NÃO DÊ PASSAGEM PARA A MOÇA ATRÁS DE VOCÊ! Você prestará um desserviço para ela. Mais vale esperar mais na fila do que ir cortar os pulsos no banheiro mais tarde.

E NUNCA, NUNCA, NUNCA NA VIDA PERGUNTE SE UMA MULHER ESTÁ GRÁVIDA. Se ela estiver, você vai logo desobrir, pois toda grávida gosta de contar pra todo mundo que está grávida. Mas se ela não estiver, pronto, você acaba de arruinar o dia de alguém. Parabéns por isso!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A trilha que estourou meu joelho

Mais um capítulo "Férias na praia"...

Pra não dizer que estar acima do peso não me incomodou nada nas férias, tenho que contar a verdade: tem horas em que ser pesado ATRAPALHA MESMO.

Nós fizemos amizade com um casal muito legal, que tem um filho quase da idade da bisteca. E queríamos uma praia sem muitas ondas para as crianças brincarem.

Fomos, por indicação, conhecer uma chamada "Prainha do Alto". Realmente, quase uma piscina natural. Linda. De cair o queixo. Quase vazia. Limpa. Espetáculo.

Mas...

Sempre tem o mas...

Para chegar até ela foi uma aventura de Indiana Jones.

Pense numa trilha inclinada. Pense em pedra atrás de pedra pra pisar, e só.

E pedra molhada ainda. Cheia de folhas, pois era no meio do mato.

Depois de muito ponderar se valia a pena ou não, decidimos vestir a camisa de aventureiros e descer. CHEIOSDECOISAS. Crianças (que foram no colo dos papais), bolsas, cadeiras, guarda-sóis, brinquedos... Toda a tralha que todo casal com criança pequena tem que carregar.

Tudo bem. Descemos. E descemos. E descemos.

Chegando lá embaixo, pensei: "Nooooossa, valeu a pena! Que lindo!".

Passamos o dia lá, nadando, brincando, conversando, tirando fotos...

Fomos até derrubados por um mini-tsunami que chegou do nada (praias sem ondas podem surpreender, pois de vez em quando, elas aparecem. E pelo visto, vem pra compensar. A bicha era enorme, e deu um caldo em todo mundo, que foi pego desprevinido. Faz parte).

Bom, depois de um dia maravilhoso, hora de ir embora. E a tchonga aqui esqueceu que toda descida vira uma subida.

Pense numa subida ÍNGREME. Pense nas pedras que falei acima. Mas agora no sentido contrário. Algumas eram tão altas que temos que quase escalá-las. Marido com a filha no colo subiu rápido para não cair. E eu fui atrás, tentando acompanhar.

Nesta hora desejei ser 30 quilos mais magra. Ou mais.

Foi bem difícil sustentar todo o peso nas pernas, e ainda carregar coisas nos braços. Mas subi. Não fiz feio. Não fiquei reclamando. Subi num embalo só. Mesmo porque o casal estava atrás de mim e eu não queria segurá-los. Fui que fui.

Cheguei no topo MORTA. Nem falava. Pelo que me lembro, nem respirava. Andava por osmose, quase inconsciente. Não conseguia pensar, raciocinar. Só queria sentar, pois meu joelho estava tremendo.

Quando finalmente sentei no carro, senti a dor. Veio com tudo. E até agora está doendo.

Como pretendemos ir para Ubatuba sempre que der, de tanto que adoramos, preciso mesmo mudar meu corpo.

Quero me vingar desta bendita trilha. Quero subir de novo, desta vez, carregando as coisas, respirando e ainda por cima, conversando, como se fosse um passeio no shopping. Ah, quero! Quero olhar pra trás e dizer: "Toma esta, sua trilha besta!".

P.S.: Acho que devo ir ao médico, não???

Férias na praia e gordinhos.

Pois é, as tão sonhadas e temidas férias.

Há muito tempo não passava as férias na praia. Mas, não sei porque, este ano senti uma vontade IMENSA de ir para uma praia bem legal, bem linda, brincar com a filha, ver o mar... Nunca senti esta vontade!!! E depois de MUITA INSISTÊNCIA com o marido, deu certo. Fomos para Itamambuca, em Ubatuba. Quem nunca foi, está perdendo. É maravilhoso! As praias são lindas, e meio desertas, e a água verdinha... Lindo mesmo!

Ficamos em uma pousada ótima, super simples, mas com um pessoal fora de série, tão atencioso... E conhecemos tanta gente legal! O marido, que ficou emburrado nos três primeiros dias, quase chorou para vir embora, de tão bom que foi. Quem quiser conhecer e quer uma indicação de um lugar ótimo e com um preço super bom para ficar, me escreva. Vale a pena!

Bom, voltando.

Quem ainda não conhece as praias do norte de Ubatuba, não perca mais tempo. Se programe para ir logo, porque são lindas!! Não são cheias de gente, carrinhos, ambulantes...Apenas árvores, pessoas bonitas...

E por falar em pessoas bonitas, me surpreendi comigo mesma: não fiquei tão encanada quanto achei que ia ficar de ir a praia. Não sei se porque as praias que visitamos não eram muito cheias, mas fiquei desencanada. Mesmo porque eu estava sentada um dia observando as pessoas e percebi que quase NENHUMA mulher tem aquele corpo de revista. Dava pra contar nos dedos... A maioria era de gente bem normal, de carne, osso e celulite, mas que mesmo assim não deixava de ser bonita!

Acho que por isso não me senti tão mal... Tudo bem que eu tenho vários quilos para liquidar antes de parecer "normal" (rs), mas fiquei feliz de ver que as pessoas de carne e osso existem, e que aquele visual liso, sem furos e nem riscos só mesmo para poucas ou depois do Photoshop. Mas como não dá pra levar o Photoshop pra praia, lá a gente vê a realidade! Mas isso foi muito bom, porque eu não me senti mal, só em alguns momentos, especialmente na hora de tirar a canga (a melhor amiga da mulher na praia), mas mesmo assim, bem light.

Bom mesmo é ser feliz, seja qual for sua forma, seu peso, seus números!